O Missionário Batista



"Esforce-se para saber bem como suas ovelhas estão, dê cuidadosa atenção aos seus rebanhos," (Provérbios 27:23)


Com justiça a Convenção Batista Brasileira elegeu em seu calendário o dia 26 de junho como sendo o Dia do Missionário Batista. Essa iniciativa tem por finalidade despertar um olhar mais cuidadoso para com os vocacionados que servem ao Reino de Deus sob a Coordenação Estadual, Nacional ou Mundial, e valorizar não somente aquilo que é feito por eles, mas principalmente valorizar aqueles que fazem essa obra. Esses vocacionados são membros das Igrejas Batistas, onde aprenderam amar a Deus e submeter-se a autoridade de Sua palavra, e que agora foram ao campo missionário por convocação Divina. Mas muitas vezes a Igreja vai tendo como parâmetro de Missões os Relatórios de Campo, e acaba esquecendo da pessoa do missionário, e o quanto ele carece de cuidado especial porque está realizando uma missão especial. A missão é especial não por ser mais importante daquela realizada pela Igreja local através da vida de sua membresia, mas é especial porque o missionário vai precisar deixar sua Igreja, sua casa, seus familiares, seus amigos, sua cidade, para ir, muitas vezes, para uma cultura diferente onde precisará aprender nova língua, novas leis locais, novos costumes. A missão é especial também porque exigirá adaptação e superação, e isso se torna menos doloroso quando o missionário tem a certeza de poder contar com pessoas na retaguarda, que ficaram orando e trabalhando por ele e sua família.


A Bíblia nos ensina que para o missionário desenvolver bem sua vocação no campo, precisará de saúde espiritual, emocional, familiar, financeira, educacional e física, e ciente disso, a CBB tem investido no CIM (Cuidado Integral do Missionário), órgão esse que busca atuar nessas seis dimensões da vida do missionário, mas é de grande importância que todas as Igrejas Batistas saibam como isso funciona e estejam elas também comprometidas com esse importante ministério. A Coordenação geral do CIM deve ser sim a nível convencional, mas isso não exclui que cada Igreja participe de forma atuante e comprometida, pois isso vai apoiar a própria Igreja, fortalecer esse organismo de cuidado e, consequentemente, abençoar a vida dos missionários e seus familiares.


Estamos vivendo um tempo de mudanças de hábitos, forçados por uma grande pandemia, o que transforma o cenário de todos os campos missionários semelhantes a campos de guerra ou pós-guerra, e isso exige ainda um cuidado maior com a saúde integral dos missionários, e para isso Jesus conta com a participação de todos os seus discípulos espalhados pela face da terra.


“Que o Senhor nos capacite a cuidarmos com amor e responsabilidade daqueles que enviamos ao Campo Missionário”


Pastor Roberto Santos da Silva

Ministro de Missões


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