26/06 - Dia do Missionário Batista



Ei, missionário(a)! Hoje, quero propor a você um exercício.


Que tal parar, sentar-se, e deter os olhos por um momento em seus pés?


É isso mesmo! Estou te convidando a fixar seu olhar nesses órgãos do corpo que ajudam você a movimentar-se, caminhar. Já parou para pensar nas histórias que eles contam? Nas lembranças que carregam?


Eu sei: eles já andaram muito. Favelas, sertões, cidades grandes e pequenas, dos becos aos rincões, seus pés se habituaram a desbravar, a descobrir. Porque onde há gente há também um clamor, que precisa ser ouvido. E como ouvirão, se não houver quem pregue?


Mas há quem atenda, ao clamor dos que sofrem e ao chamado do Deus da missão. À convocação para ir e transformar tristeza em alegria, de modo tão real e verdadeiro que só poderia ser possível assim, indo. E por onde seus pés vão, levam consigo uma mensagem: há esperança. São capazes de cruzar a fronteira do medo, do desespero, da decepção, a partir de pontes feitas de amor. E quando eles finalmente entram em casa, ah, tudo muda, tudo se transforma. Feridas são tratadas e relacionamentos restaurados. É possível recomeçar.


Mas é na ação que possibilidades se fazem realidade. Indo e fazendo discípulos, indo e batizando, indo em nome do Pai, porque é nesse caminho que a mudança acontece. Os caídos à beira da estrada encontram auxílio, os perdidos descobrem refúgio e os doentes a cura.


Isso tudo porque você foi. Não se deixou deter pela inércia dos covardes, nem se amedrontou pelo perigo da morte a que estaria exposto todos os dias, mas olhando para o Mestre obedeceu, e saiu da sua terra. Ainda que sem qualquer previsibilidade do percurso, o final sempre esteve claro em sua mente: a glória com Cristo.


Até os calos que seus pés adquirem na jornada são preciosos. Sinais dos preços pagos, de cada renúncia, cada sacrifício. Não os rejeite, nem tente ocultá-los. Eles também são parte do processo, e como tal devem ser valorizados. Não comprometem a estética, mas realçam o caminho trilhado até aqui, com seus altos e baixos, êxitos e fracassos. Afinal, você é humano, embora por vezes pareça bem mais um herói.


Seus pés são belos porque escrevem a história da redenção de um povo. São belos pois onde chegam mudam tudo. Desertos se tornam jardins, e a morte se torna vida, todos os dias.


Poderia encerrar esta reflexão com um protocolar “Feliz dia do missionário”, mas acho que prefiro “Feliz novas histórias”, ou quem sabe “Feliz transformação de vidas”. Basta os seus pés se moverem para acontecer.


Texto: Alexsandro Oliveira

Coordenador de Eventos na Junta de Missões Nacionais


Vídeo e Música: Gilbervânio Silva e Niliana Alves

Banda Alumiar


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