A saúde da mulher e a sua importância

October 8, 2020

 

O acesso à saúde integral, humanizada e de qualidade é um direito que pertence a todas as mulheres. Dessa forma, a perspectiva do cuidado integral deve respeitar as singularidades das mulheres. Assim como suas histórias, hábitos, culturas, condições financeiras e contextos familiares.

 

Outro ponto importante para o cuidado com a saúde da mulher é estimular o autocuidado, ter conhecimento sobre o seu próprio corpo e ter mudanças no estilo de vida, em busca de melhorar a qualidade da saúde e bem-estar.

 

Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura e confira alguns detalhes sobre Câncer de Mama e Câncer de Colo de Útero.

 

Epidemiologia

Segundo os dados do INCA o número total de mortes por Câncer de Mama foi de 16.927, desses 203 eram homens (2017- SIM). Já em 2018, no estado de Minas Gerais, foram registrados 1.576 óbitos de mulheres por Neoplasia de Mama, sendo considerado a primeira causa de morte por câncer no sexo feminino.

 

Em relação ao Câncer de Colo uterino, foram estimados, para 2019, 16.370 novos casos no Brasil, com o risco estimado de 15,43 casos a cada 100 mil mulheres.

 

Câncer de mama

O câncer de mama é um problema de saúde pública muito relevante no Brasil, sendo principal responsável pela morte por câncer entre as mulheres.  Por isso é importante o autoconhecimento sobre o corpo. Conheça a seguir os fatores de risco, como evitar e fique atento aos sinais e sintomas dessa doença. 

 

Fatores de risco

Sabe-se que o câncer de mama é uma doença multifatorial. Apresenta fatores de risco não modificáveis e os modificáveis, que podem aumentar o risco da doença. 

  • Idade > 50 anos 

  • Primeira menstruação antes dos 12 anos de idade

  • menopausa após 55 anos de idade

  • Primeira gestação > 30 anos ou não ter tido filhos

  • Consumo de álcool

  • Sobrepeso ou obesidade

  • Exposição frequente aos raios-X

  • Histórico familiar de câncer de mama e/ou ovário em parentes de primeiro grau, que tiveram a doença antes dos 50 anos

  • Uso de terapia de reposição hormonal pós-menopausa

4 passos para redução dos riscos

Com isso, mudança do estilo de vida é uma das ações mais importantes para melhorar a saúde e ter qualidade de vida. 

  • Alimentação saudável

  • Controle do peso

  • Realizar atividade física regular, principalmente aeróbicas

  • Não fumar e evitar bebidas alcoólicas

Atenção aos sinais e sintomas de alerta para a doença

Diante da presença de algum desses sinais e sintomas é preciso procurar assistência médica para melhor investigação:

  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor

  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja

  • Alterações no mamilo, como inversão

  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço

  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos

A observação dessas características devem ser feitas sempre que a mulher se sentir confortável, seja no banho ou em frente ao espelho. Com esse autoconhecimento é possível a detecção precoce do câncer de mama e melhores chances de tratamento. 

 

Exame das mamas

O Ministério da Saúde preconiza que o exame deve ser realizado nas seguintes situações:

  • Mulheres de 40 a 49 anos: a partir do exame clínico das mamas pelo profissional da saúde, e se houver indicação/ alguma alteração, realizar a mamografia. Essa indicação da mamografia deve ser feita com cautela, visto que expõe muitas mulheres à radiação desnecessária ou pode levar a procedimentos que não trazem benefícios à saúde da mulher; 

  • Mulheres de 50 a 69 anos: deve-se realizar o exame clínico das mamas por profissional da saúde e realização de mamografia de 2 em 2 anos. Além disso, se durante o autoexame e observação sobre o seu corpo perceber alguma alteração na mama, é preciso que procure a equipe de saúde mais próxima da sua casa para melhor investigação;

  • Mulheres com elevado risco para câncer de mama: já para mulheres com alto risco para CA de mama, com histórico familiar, é preciso avaliação e acompanhamento individualizado com o médico.

Câncer de colo de útero

O Câncer de colo de útero é a terceira causa de morte por câncer em Mulheres no Brasil. Assim sendo, o principal fator de risco é a infecção pelo Papiloma Vírus Humano (HPV). Essa infecção é transmitida por via sexual, desprotegida, mas também pode ocorrer por contato direto com a pele ou mucosa infectada.

 

Em estágio avançado da doença, começam a surgir os sintomas, como: sangramento vaginal espontâneo, após a relação sexual ou com esforço e dor pélvica. 

 

Fatores de risco

  • Não utilização de preservativos durante as relações sexuais

  • Presença de outras infecções sexualmente transmissíveis

  • Baixa imunidade

  • Tabagismo.

Prevenção e diagnóstico

A principal forma de prevenção do CA de colo uterino é reduzindo a infecção pelo HPV. Nesse sentido, deve-se utilizar o preservativo em todas as relações sexuais e ficar atento em relação a vacinação, de acordo com a faixa etária. 

Outras medidas para prevenção, são:

  • Higiene íntima adequada

  • Vacinação, conforme a faixa etária

  • Realizar o exame preventivo do câncer de colo do útero, para detecção precoce das lesões

O exame preventivo, também chamado de Papanicolau, deve ser feito em mulheres de 25 a 64 anos, que já tiveram algum tipo de relação sexual. 

 

Sobre a vacina de HPV

Por isso, o Ministério da Saúde implementou no calendário vacinal a vacina tetravalente contra o HPV, para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Essa vacina protege para 4 tipos de HPV: o 6, 11, 16 e 18. Sendo esses dois últimos, os principais responsáveis pelo CA de colo de útero, enquanto que os dois primeiros pelo aparecimento das verrugas genitais. 

 

É importante ressaltar que mesmo com a vacinação, o preservativo deve ser usado, tanto para a prevenção de outras doenças sexualmente transmissíveis, como também para os outros tipos de HPV e da gravidez não planejada. 

 

Melhorando a qualidade de vida

Essas duas doenças estão fortemente associadas à diversos fatores modificáveis, como: a alimentação desequilibrada, sedentarismo, obesidade, dislipidemia, tabagismo e consumo de bebida alcoólica. Portanto, leia mais sobre como modificar esses hábitos e assim ter melhor qualidade de vida , boa saúde mental e prevenção das doenças crônicas. 

 

Outro ponto importante para a qualidade de vida da mulher é a saúde mental. 

 

Frequentemente, as mulheres em diferentes faixas etárias, sofrem de depressão, ansiedade e insônia. Esses sintomas de estresse estão muito relacionados a questão social na qual a mulher está inserida e por isso, é fundamental o cuidado integral à saúde da mulher. 

 

Atendimento a gestantes

Como se sabe, toda mulher tem o direito ao atendimento seguro, humanizado e de qualidade durante a gestação, no parto e pós- parto. Portanto, o SUS criou uma ação chamada: Rede cegonha. Essa ação tem como objetivo fortalecer os direitos das mulheres, estruturando e organizando a atenção à saúde materno-infantil.

 

Quer saber mais informações sobre o assunto? Então, entre em contato com a Conexa Saúde e saiba mais sobre a saúde da Mulher.

 

 

Texto: Lyz Tavares / Extraído do Blog Conexa Saúde

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