26/09 - Dia Nacional dos Surdos

September 26, 2018

 

Mês de Setembro mês de missões, o mês especial para a comunidade surda, dia 26 de setembro comemora o Dia Nacional do Surdo, criado pela Lei nº 11.796 de 29/10/2008.

 

É um dia importante para a comemoração, pois no ano 1857, foi criada a primeira Escola de Surdos no Brasil na cidade do Rio de Janeiro /RJ.

 

Na época, o Imperador Dom Pedro II, marcando o começo desta linda história convidou o professor surdo Huet, da França, para vir ao Brasil que funda, em 1857, o Imperial Instituto de Surdos-Mudos, o atual Instituto Nacional de Surdos (INES), que tem sido o grande difusor da história e da língua dos surdos no Brasil. O ensino em Língua de Sinais Francesa à época influenciou diretamente na construção da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

 

Setembro Azul

 

A comunidade surda denomina o mês dos surdos de Setembro Azul por alguns motivos:

  • Durante o XIII Congresso Mundial de Surdos, na Austrália, numa cerimônia que homenageava surdos vítimas de opressão e audismo, o doutor Paddy Ladd (surdo) usou uma fita azul como símbolo;

  • Símbolo para representar o período da Segunda Guerra Mundial em que pessoas com deficiência usavam uma faixa azul no braço para identificação dos Nazistas e posterior assassinato;

  • A escolha do azul turquesa se deu por ser uma cor viva que pode representar o ‘ser surdo’, no sentido de reconhecimento e valorização da Língua de Sinais, da cultura e identidade surda.

 

Internacionalmente também se comemora o Dia dos Surdos no dia 30 de setembro. A data deu-se pela lembrança do Congresso de Milão de 1880, no qual foi analisado e determinado a proibição do uso das Línguas de Sinais na educação mundial dos surdos, um marco triste para esta comunidade.

 

Sendo assim, durante todo o mês setembro são realizados diversos eventos, tais como festas dos alunos surdos, seminários, palestras, apresentações teatrais, passeatas, audiências públicas, exposições, caminhadas e encontros dos surdos em todas as cidades do Brasil e internacionalmente também.

 

É um momento importante para que todos os órgãos públicos e a sociedade brasileira reflitam sobre a importância do respeito à comunidade surda, sua língua e cultura, compreendendo-os como cidadãos de direitos (FENEIS/SP, 2017).

 

Com toda sua história temos um cenário do povo surdos com dados estatísticos expressivos que nós batistas brasileiros e as igrejas evangélicas não podemos deixar de transmitir a Graça Salvadora de Cristo. Cerca de 9,7 milhões de surdos fazem parte da população brasileira, representado aproximadamente 4,8% da população geral de 204 milhões de habitantes (IBGE, 2010). A população surda no Brasil tem crescido e se desenvolvido em suas comunidades fortalecendo-se politicamente, educacionalmente, culturalmente e linguisticamente. Sendo assim, a uma urgência na contextualização da mensagem do Evangelho, com a formação de líderes autóctones entre suas comunidades, o discipulado, e a plantação de igrejas em Libras, assim estaremos efetivamente levando ao conhecimento da Graça de Deus em suas comunidades.

 

A história do surdo é construída por Deus no cenário da sua criação. “E disse-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem? Ou quem fez o mudo, ou o surdo, […]? Não sou Eu, o SENHOR? ” (Êx 4. 11). Encontra-se o primeiro registro que diz nas Escrituras Sagradas: “não amaldiçoe um surdo, […] tenha respeito para comigo, o seu Deus. Eu sou o Senhor” (Lv 9. 14), que mostra como devemos cuidar deste povo. Posteriormente, chega Jesus e valoriza o surdo na região de Tiro: “Trouxeram-lhe um surdo, que também falava com dificuldade, rogando-do-lhe que lhe impusesse a mão. Jesus tirou-o do meio da multidão […]” (Mc 7. 32 e 33a). Assim, o próprio Deus trouxe uma elevação na significação dos surdos, e que de acordo com tal perspectiva, vamos transmitir a Graça de Deus os surdos movidos pela graça.

 

Ministério com Surdos de Missões Nacionais

Texto de Marília Manhães

Lidiane Nascimento, colaboradora (surda)

 

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