Ser Pai

 

 

                Discute-se muito hoje o tema “paternidade biológica”, pelo DNA, mas a paternidade ética e emocional está fora da agenda neste mundo louco – imediatista, hedonista e alienado. O que é ser pai? Gostaria de repartir com você o significado que achei nas três letras que formam este substantivo, sabendo que precisamos melhorar muito a nossa condição de pais. Vamos dar significado ao substantivo PAI.

 

         PRESENTE.  O pai é um presente de Deus. Aliás, sem o pai os filhos não existiriam. Também, não seria pai sem filhos. Além de ser um presente, uma dádiva de Deus, o pai deve estar presente na vida dos filhos. Há muitos pais ausentes. A presença do pai traz segurança. Ela é uma presença educadora, provedora e protetora. O pai é colocado por Deus como alguém que tem autoridade. “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios 6.1-3). O pai presente evita que outros “pais” estranhos tomem o seu lugar. O pai presente é influente. A figura do pai na vida dos filhos é fundamental para a formação do caráter, do equilíbrio emocional e da vida espiritual. A sua presença traz segurança. O pai responderá diante de Deus pelo uso de sua liderança em relação aos filhos naturais e do coração ou adotados.

 

         AMOROSO.  O pai presente é, acima de tudo, amoroso. O pai amoroso dialoga com o filho, ouve com atenção o que ele diz e faz uma leitura da comunicação não-verbal sinalizada pelo filho. O nosso Deus é um exemplo extraordinário de amor incondicional. “Acaso, pode uma mulher esquecer-se do seu filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti” (Isaias 49.15). A paternidade de Deus é essencialmente amorosa. Deus é amor. “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (1 João 4.8). A paternidade de Deus está ligada a Cristo, o Filho. Se queremos ser pais amorosos devemos aprender com Deus por meio da Sua Palavra – o manual da paternidade bem-sucedida. O amor é o oxigênio do relacionamento pai-filho. O pai precisa sempre tomar a iniciativa de se aproximar do filho. É o amor que busca encoraja e restaura. Ele estabelece e ordena o diálogo. O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta (1 Coríntios 13.4-8).

 

         INTERCESSOR.   O pai é o sacerdote (mediador) do lar. Uma de suas principais prerrogativas é orar diariamente pelos filhos e com os filhos. Esta prática tem sido esquecida em nossas famílias tão escravizadas pela tecnologia e pelas redes sociais. Preferencialmente, a oração deve ser acompanhada do exemplo. O pai-intercessor é aquele que agoniza diante de Deus pela vida dos filhos. Ora pela formação do caráter de Cristo na vida dos filhos, por sua vida ética e emocional/sentimental e pela influência que ele deve ter no mundo, testemunhando de Cristo Jesus. O pai que intercede é aquele que tem consciência de quem é Deus e a importância do crescimento (maturidade) dos filhos. A intercessão é o produto de um pai presente e amoroso. Não é intercessor eficiente o pai que não está presente e não ama. A presença amorosa é combustível essencial para uma vida de intercessão pelos filhos.  A intercessão deve ser uma responsabilidade diária a partir do compromisso com o nosso Abba (paizinho).

 

         Deus, o Pai, nos chama à responsabilidade neste mundo perdido. A agirmos como pais presentes, amorosos e intercessores. Temos um compromisso com o Senhor através da nossa paternidade. O nosso modelo é Deus, nosso Pai, que sempre foi presente e amoroso, que cuida de nós. Paulo nos ensina que devemos ser imitadores de Deus como filhos amados e andarmos em amor como Cristo nos amou e a Si mesmo se entregou por nós a Deus como oferta e sacrifício com aroma suave (Efésios 5.1,2). Aprendamos com o Pai do céu a ser pais presentes e amorosos. Com estas atitudes glorificaremos a Deus, de quem somo por direito de criação e de redenção. Que a nossa oração seja: “Nosso Pai, ensina-nos a ser pais como tu és, em nome de Jesus, amém!!! Sejas Tu, Pai amado, glorificado em nossa paternidade!  

 

Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor.   

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