Uma defesa cristã evangélica do Natal

December 21, 2017

 

O Natal é a celebração da vinda do Salvador ao mundo, o dia escolhido para festejar que Deus se tornou em semelhança humana através da encarnação e nascimento. A Bíblia diz diretamente que o Verbo “se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1.14) e que assim fazendo, revelou Deus porque ninguém jamais viu a Deus, mas “o Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer” (verso 18). E a Bíblia mostra Jesus como uma pessoa alegre e feliz, que comparecia em festa de casamento (Jo 2.1,2), em banquete (Lc 5.29), que recebia crianças (Lc 18.26) e não fazia acepção de pessoas de espécie alguma (Mc 2.17), Ele se regozijava em ver a alegria na vitória espiritual (Lc 10.21). Sendo Jesus assim, é justo que festejemos o Natal, que nos alegremos comemorando a Sua vinda. Eu quero, portanto, incentivar você a celebrar o Natal honrando o “Deus Conosco” (Mt 1.23), o grande Salvador e Senhor (Lc 2.11), pois Ele merece.

 

Contudo, nessa época de alegria pela Vinda do Salvador, temos ouvido e lido pessoas falando contra o Natal, dizem que é festa pagã e que o crente não deveria comemorá-lo, mas isto é um grande engano. O Natal é uma importante festa cristã! Durante o mês de dezembro, e especialmente na semana do dia 25, o mundo todo precisa atentar para a realidade do nascimento de Cristo, sua vinda ao mundo e ter a oportunidade de reconhecer que Ele veio em carne para nos salvar (Jo 1.12-14).

 

Nós cristãos somos contra o consumismo desenfreado, os excessos na alimentação, a ganância mundana que despreza o pobre e necessitado fazendo uma decepcionante acepção entre pessoas, e não concordamos com a deturpação do Natal na figura fantasiosa do personagem Noel e seus duendes. Contra isso nós pregamos e devemos nos posicionar claramente, mas daí apoiar a rejeição da conquista das igrejas evangélicas que pregam o Cristo neste mês… Isso não! Na verdade, devemos nos perguntar: a quem interessa que os crentes deixem de celebrar um dos principais temas da Bíblia e desistam de contar a história do nascimento de Cristo em suas famílias numa data especial e ainda percam a oportunidade de trazer seus visitantes às igrejas?

 

A escolha de uma data especial para a celebração do nascimento de Cristo foi estratégica para que o paganismo fosse vencido no mês de dezembro no império romano e Cristo, realmente, suplantou a festa pagã. Não devemos nós negligenciarmos essa importante conquista cristã! Muito pelo contrário, devemos, sim, nos aproximar do que é puro e não deixarmos nossa consciência contaminada (Tt 1.15). Por ocasião do Natal, devemos testemunhar da melhor forma possível a respeito dAquele que veio nos salvar, o Messias, o Deus Conosco.

 

A nossa Redenção foi realizada por Cristo Jesus. Ele mesmo explicou que a Vinda Dele teve como motivo a entrega de Sua vida pelo resgate de muitos (Mc 10.45) e o apóstolo Paulo nos ensinou que Cristo nos resgatou da maldição da lei porque se fez maldição em nosso lugar (Gl 3.13). Essas são referências que dizem respeito ao que Jesus realizou ao se deixar morrer na cruz do Calvário para nos levar a Deus (1Pe 3.18) e nos santificar pela oferta de Si mesmo (Hb 10.10). No Natal lembramos essas coisas necessárias que trazem o entendimento do sentido da Vinda de Jesus a esse mundo, que devem nos fazer reconhecer que na sombra da manjedoura já estava a imagem de uma cruz, pois o motivo da Vinda de Jesus foi Redentor e Propiciador perante Deus Pai na Salvação.

 

A Bíblia nos ensina que Jesus, em sua posição de igualdade com Deus Pai (Jo 10.30; 17.11), poderia ter permanecido no Céu com todos os seus privilégios, mas Ele entendeu que não devia ficar agarrado a essa condição e aceitou nascer nesse mundo e viver como um de nós (Fp 2.5-7; Jo 1.14). O objetivo Dele foi se entregar para a Salvação de todo o que Nele crê (Jo 3.15,16). Jesus para se identificar conosco e poder morrer pelos nossos pecados nos levando a Deus (1Pe 3.18) abriu mão do serviço constante de louvor dos seus anjos (Sl 148.2; Hb 1.6), da presença imediata de Deus (Mc 15.34), da glória que tinha desde sempre (Jo 17.5), do poder estar em todos os lugares ao mesmo tempo (Mt 18.20; 28.20). A renúncia de Jesus Cristo vindo do Céu para nascer na pequena vila de Belém (Mq 5.2), andando entre nós e sendo perseguido (Jo 7.1), submetendo-se a pena de morte (Fp 2.8), embora inocente (Hb 4.15; 2Co 5.21) é uma renúncia imensa! E o Natal cristão celebra tudo isso. Aproveitemos essa época de celebração e testemunho para dizermos da bênção da Vinda de Jesus (1Jo 4.2,3,10). E que Deus te abençoe junto com sua família num feliz Natal e ano novo próspero!

 

Pr. Valdeir Contaifer

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