Você é um pai confuso?

December 12, 2016

 

2/4 artigos de uma série sobre criação de filhos

 

Se você está lutando, frustrado, e se sentindo sobrecarregado como pai, pode ser porque você tem sido um pai confuso.

Tenho notado em minha própria vida, e nas das pessoas que aconselho, que muitas mães e pais confundem a vontade de Deus na criação de filhos com suas próprias vontades. Embora raramente isso seja consciente, causa um impacto significativo na vida de todos na família.

 

Veja como acontece: muitos pais são motivados mais pelo que eles desejam de seus filhos e para eles do que pelo que Deus planeja fazer por meio deles na vida das crianças.

 

Quero resumir essa confusão toda com dois simples identidades: a de Dono, e a de Embaixador.

 

O pai-dono não é notoriamente egoísta, abusivo ou destrutivo. Tudo parece correto, no lugar, e esse estilo de criação de filhos resulta em muitas coisas boas. Mas ele é, no fundamento, equivocado, errado, e não vai produzir o que Deus deseja nas vidas daqueles que estão sob nossos cuidados.

 

Já no caso do pai-embaixador, o primeiro passo é o radical e humilde reconhecimento de que os filhos não pertencem aos pais. Ao contrário, eles pertencem a Deus, para cumprir os propósitos Dele (veja o Salmo 127:3).

 

Embaixador (de 2 Coríntios 5:20) é a perfeita identidade que se relaciona com chamado de Deus para os pais. A única coisa que um embaixador faz, se ele realmente quer manter seu emprego, é representar fielmente a mensagem, os métodos e o caráter do líder que o enviou.

 

Criar filhos é um trabalho de embaixador, do começo ao fim. Essa atividade não pode ser guiada por interesses ou necessidades pessoais, nem por perspectivas culturais. Cada pai é chamado a reconhecer que foi colocado nesta terra, em um período específico de tempo, para fazer apenas uma coisa na vida dos filhos: representar a vontade de Deus.

 

Devo admitir: eu já fui muito ruim nas coisas sobre as quais estou escrevendo agora! Eu frequentemente tratava meus filhos (hoje crescidos) como se eles fossem minhas propriedades. Eu sempre tomava a paternidade em minhas próprias mãos e fazia coisas que não deveria ter feito. Eu era, com frequência, um mau representante de Deus, impulsionado mais por medo do que por fé e procurando ganhos de curto prazo mais do que transformação a longo prazo.

 

Você é como eu, provavelmente. Que pai ou mãe pode olhar para o passado com seus filhos sem um pingo de arrependimento? É por isso que é tão importante reconhecer, humildemente, o quão não-óbvio o modelo de pai-embaixador é e buscar a ajuda e o poder que só Deus pode dar.

 

Nossa natureza pecaminosa faz de nós mais donos do que embaixadores. O pecado faz de nós mais exigentes do que pacientes. O pecado faz com que achemos a punição mais natural do que a graça. O pecado faz com que sejamos mais capazes de enxergarmos e nos angustiarmos pelo pecado, pelas fraquezas e falhas dos outros do que pelos nossos próprios. O pecado nos torna mais falantes do que ouvintes.

 

O que tudo isso significa: o que mais atrapalha nosso objetivo de sermos embaixadores em vez de donos somos nós mesmos! Confessar isso com humildade é o primeiro passo em nossa caminhada como embaixadores.

 

>> Original em PaulTripp.com

 

 

Compartilhe
Please reload

Procurar por Tags
Please reload

Em Destaque
Please reload

Leitura Recomendada

Siga-nos:

  • Facebook Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Instagram Social Icon

Outros sites de Missões Nacionais

JUNTA DE MISSÕES NACIONAIS DA CBB
CNPJ: 33.574.617/0001-70
IE: 85.636.634
R. José Higino, 416 - Prédio 18 
Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20270-972
Cx Postal: 13363
CONTAS PARA DEPÓSITO:
Bradesco - AG 226-7 / CC 87500-7
Banco do Brasil - AG 093-0 / CC 20275-4
Santander - AG 4362 / CC 130001420; 
Caixa E.Federal - AG 1411-0 / CC 138-6 
Itaú - AG 0281 / CC 66341-9

© JUNTA DE MISSÕES NACIONAIS DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS